Suspeito de comandar o golpe do gado deixa a prisão em Caçapava do Sul

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A Justiça determinou a soltura de Marco Gilberto Müller Becker Filho, conhecido como Rei do Gado, suspeito de aplicar o golpe que teria lesado produtores rurais de várias cidades do Estado em mais de R$ 50 milhões. Becker Filho estava preso desde junho deste ano no Presídio Estadual de Caçapava do Sul. Outras duas pessoas suspeitas de integrar o esquema também receberam a liberdade.

A decisão judicial foi dada pela Comarca de Caçapava do Sul. A liberdade era esperada pela advogada do atravessador, Ana Elisa Telesca, para esta segunda-feira, mas ela foi surpreendida com a decisão da Justiça de garantir a liberdade do cliente no domingo.

Nesta segunda-feira à tarde, a reportagem tentou obter detalhes sobre o destino de Becker Filho, mas a advogada estava em viagem e informou que não poderia falar mais sobre o assunto.

O negociador de gado, que é natural de Caçapava do Sul mas morador de Formigueiro, é suspeito de manter um esquema de compra e venda de gado que seria uma fraude. Ele adquiria gado de produtores para pagamento a prazo e venderia os animais a menor preço em arremates para pagamento à vista.

Inicialmente, o sistema estaria funcionando. Porém, com o passar do tempo, os prazos para pagamento do gado foram vencendo e a bola de neve foi aumentando. A história foi contada pelas próprias vítimas à reportagem do Bei em junho.

Pelo menos cem produtores de gado do Rio Grande do Sul e de outros Estados teriam sido lesados no esquema, por vender animais para Becker Filho sem receber o pagamento. Durante as investigações, a Polícia Civil conseguiu recuperar parte do gado, para tentar ressarcir os pecuaristas.

Foto: reprodução

Marco Gilberto Müller Becker Filho é apontado como o principal responsável pela fraude que teria lesado quase 100 pecuaristas

O atravessador atuava há pelo menos dois anos no ramo de compra e venda de animais no Estado.

Marco Gilberto Müller Becker Filho e mais 12 pessoas foram indiciados pela Polícia Civil de Formigueiro por participação no esquema. A Delegacia Especializada em Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Bagé investigou o mesmo golpe em pelo menos outras 10 cidades e também indiciou a quadrilha.

Fonte: Taísa Medeiros / Bei

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