Rio Grande do Sul é classificado com terceira maior média de distanciamento social no país

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Foi divulgada nesta sexta-feira, dia 3 de julho, o ranking dos estados brasileiros que seguiram em maior parte, o fluxo de distanciamento social. O Rio Grande do Sul foi classificado como terceiro com maior média, porém, os dados exibem que ainda não é o suficiente para barrar a transmissão do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com informações fornecidas pela empresa InLoco, entre os dias 25 de junho e 2 de julho, a taxa estadual ficou em 43,3%, acima da média nacional, apontada com 41%. No entanto, segundo as estimativas, o necessário para o Rio Grande do Sul, era haver um aumento na proporção até 70%, ainda mais por se tratar de uma localidade em que a pandemia segue crescendo.

Na quinta-feira, dia 2, em um comunicado feito pelo governador, Eduardo Leite, há o pedido para que as pessoas permaneçam em casa pelos próximos 15 dias, a fim de reduzir quaisquer riscos de sobrecarga no sistema hospitalar. Fator este que gerou uma análise de especialistas da saúde, que visam os 70% no índice classificatório nacional, já que erroneamente, em abril, um grupo de pesquisadores brasileiros afirmou que 40% seria o bastante para frear o nível de contaminações.

Imagem: GaúchaZH

O infectologista do Hospital de Clínicas e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luciano Goldani, comentou que não há informações científicas suficientes para estabelecer qual o percentual ideal que reduziria o nível de contaminações. “Algo acima de 60% ou 70% seria o ideal em razão da grande infectividade do vírus. Mas, também, podemos comparar o número de casos que uma região vem apresentando com o índice de isolamento daquele local para avaliar se é suficiente ou não”, afirmou Luciano.

Embora em muitos municípios, ainda, siga sendo registrado aglomerações, onde o público saia de casa sem haver a real necessidade, o percentual de distanciamento segue oscilando. Nas últimas semanas, o mesmo caiu para 40%, e hoje se encontra em 43%. Luciano ainda ressalva que em razão do frio manter muitas pessoas em casa, ainda, era de se esperar uma taxa bem maior, especificamente nesta época.

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