Previsão de chuva é boa notícia para aliviar efeitos da estiagem

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A previsão para os próximos sete dias é de chuvas expressivas em várias regiões do Rio Grande do Sul, ajudando a reverter os efeitos da estiagem de dezembro e primeira quinzena de janeiro. É o que aponta o Relatório Oficial nº 2, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, a Emater-RS e o Irga.

Na sexta-feira (24), o ingresso de umidade do mar manterá a condição de chuva fraca entre a Serra do Nordeste e o Litoral Norte, com tempo firme e temperaturas amenas no restante do Estado. No sábado (25), o tempo seco e com grande amplitude térmica predominará em todas as regiões e somente no Extremo Sul, a passagem de uma frente fria no oceano poderá provocar pancadas de chuva no fim do dia e durante a noite. No domingo (26), o ingresso de ar quente e úmido favorecerá a elevação das temperaturas e poderão ocorrer pancadas de chuva de verão em áreas isoladas.

Entre a segunda (27) e terça-feira (28), a condição não muda, e o forte calor manterá a possibilidade de chuva de verão, com temperaturas próximas a 35°C na maior parte do Estado. Na quarta-feira (29), a propagação de uma área baixa pressão provocará chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais isolados.

A previsão numérica indica que os totais mais elevados de chuva deverão ficar concentrados sobre a Metade Sul e no Oeste do Estado. Os valores deverão oscilar entre 20 e 35 mm em grande parte dos municípios, podendo superar 50 mm em alguns locais da Campanha. No Alto Vale do Uruguai, Região Central, Vale do Taquari e Vale do Rio Pardo, os totais esperados deverão variar entre 10 e 20 mm.

Situação das culturas de verão

O cultivo da soja chegou a 100% da área prevista para a safra deste ano, com 48% das lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos. Com as chuvas, a cultura retomou o crescimento.

No milho, que foi a cultura mais afetada pela estiagem, 15% das lavouras se encontram em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro, e 22% já colhidos. As maiores perdas ocorreram nas regiões de Santa Maria, Ijuí, Lajeado, Soledade, Porto Alegre e Caxias do Sul.

O arroz, que está atualmente com 66% das áreas em estádio reprodutivo, não sofreu com a estiagem e deve ter produtividade dentro da média histórica.

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