Preço da gasolina pode subir após aplicação de novas medidas

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A partir desta segunda-feira, dia 3 de agosto, entrou em vigor a nova medida implementada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a qual destaca que toda gasolina comercializada no Brasil, passará por novas especificações. Mas, como consequência, a previsão é de que as mesmas gerem um aumento no preço do combustível.

As alterações de verificação propostas pela ANP, agem com objetivo de melhorar o rendimento dos veículos. Estas foram definidas desde janeiro e estipulam uma massa específica mínima, junto de uma quantia limitada de octanagem RON (sigla atribuída para o Número de Octanas Pesquisa). A octanagem é a unidade de medida utilizada nas relações envoltas à qualidade de combustão da gasolina.

As novas diretrizes incrementadas alteram o valor mínimo de RON, passando para 92. Até o começo de 2022, a previsão é que o valor suba para 93, mais aproximado dos 95 em diversas regiões europeias. Segundo a ANP, estas alternâncias propiciam uma melhora na qualidade da gasolina local, aumentando a eficiência energética e a autonomia dos veículos.

Contudo, as empresas responsáveis pela comercialização do combustível brasileiro, terão dois meses para aderir as novas regras, com o objetivo de permitir o escoamento de produtos vendidos até o dia 2 de agosto. Estes que ainda não são adequados às novas normas, de acordo com a ANP.

Preço do combustível no começo de 2020 – Foto: J. F. DIORIO/ESTADÃO CONTEÚDO

No final de julho, a Petrobras informou que já adaptou seu mercado para com as novas definições comerciais. Ela ainda defende a adoção das referidas normas, pois ajudarão no controle de emissão de gases poluentes liberados por veículos. De acordo com a fundação, poderá haver redução de 4% a 6% no consumo de quilômetros rodados, bem como melhor desempenho do motor e manutenção no aquecimento do mesmo.

Uma dúvida que emergiu desde esta divulgação, foi referente ao aumento no preço do combustível. A Petrobras defende que a elevação do preço será compensada pelo acúmulo de rendimento do motor, sendo que o valor cobrado pelas refinarias da empresa, representarão 28% do seu valor total de mercado, apontando os acréscimos do preço restantes, como impostos e margens de lucro para postos de combustíveis e fornecedores.

 

 

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