Caso de Mariana Ferrer terminou com sentença inédita de “estupro culposo”, diz site

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O caso de Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de estupro, terminou com uma setença inédita de “estupro culposo”, segundo noticiou uma matéria do The Intercept nesta terça-feira, 3, que teve acesso a imagens inéditas da audiência. André foi inocentado em setembro deste ano.

Segundo o promotor responsável pelo caso, “não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo portanto intenção de estuprar”.

Assim, o juiz acabou aceitando a argumentação de que ele cometeu um “estupro culposo”, crime que não é previsto por lei. Portanto, André de Camargo Aranha foi absolvido, por ninguém poder ser condenado por um crime que não existe.

Como mostra o The Intercept, Mariana Ferrer aparece sento humilhada pelo advogado de defesa do empresário. Em dado momento, o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho repreendeu o choro dela, que teve fotos sensuais exibidas pela defesa. “Não adianta vir com esse teu choro dissimulado, falso e essa lábia de crocodilo”, afirmou.

A modelo reclamou para o juiz do que estava acontecendo. “Excelentíssimo, eu tô implorando por respeito, nem os acusados são tratados do jeito que estou sendo tratada, pelo amor de Deus, gente. O que é isso?”, disse.

O caso

Segundo Mariana, o estupro teria ocorrido na noite de 15 de dezembro de 2018, na festa de abertura do verão Music Sunset do beach club Café de la Musique, em Jurerê Internacional, em Florianópolis.

Mariana tinha 21 anos na época e trabalhava como promotora do evento. Em imagens da câmera de segurança, Mariana aparece grogue subindo uma escada com a ajuda de André Aranha, indo em direção a um camarim restrito da casa. Eles sobem às 22h25. Seis minutos depois, ela desce, seguida de Aranha.

Apesar de a boate ter 37 câmeras de segurança, não foi possível recuperar imagens do resto da noite. O clube alegou que o dispositivo de armazenamento exclui as imagens após quatro dias. A polícia só solicitou as imagens após o vídeo vazar na internet.

Apesar do processo correr em segredo de justiça, Mariana tornou seu caso público pelas redes sociais, em maio de 2019. Ela afirma que acredita ter sido dopada, porque teve um lapso de memória. A única bebida alcoólica anotada na comanda do bar em seu nome foi uma dose de gim. Mariana era virgem.

Recentemente, Mari Ferrer que usava as redes sociais para denunciar seu caso, teve sua conta excluída do Instagram. Segundo Mariana, Aranha teria solicitado a remoção do conteúdo na justiça.

André é filho do advogado Luiz de Camargo Aranha Neto e é visto com frequência ao lado de figuras como o ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário e Gabriel Jesus.

Além disso, Cláudio Gastão da Rosa Filho, advogado do empresário, é um dos advogados mais caros de Santa Catarina e já representou Olavo de Carvalho em uma ação movida contra o historiador Marco Antonio Villa.

No início do processo, André de Camargo Aranha foi denunciado por estupro de vulnerável, quando a vítima não é capaz de demonstrar consentimento ou se defender.

O primeiro promotor a assumir o caso Alexandre Piazza, considerou como prova o material genético colhido na roupa de Mariana e um copo no qual Aranha bebeu água durante interrogatório.

Segundo o Intercept, o promotor Piazza deixou o caso para, segundo o MP, assumir outra promotoria, e quem pegou o processo foi Thiago Carriço de Oliveira. É nas alegações finais de Oliveira que aparece a tese do estupro “sem intenção”.

Para Piazza, não foi possível comprovar que Mariana não tinha capacidade para consentir com o ato sexual, por isso o crime de estupro de vulnerável foi descartado.

Fonte: Revista Glamour

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